PROMOÇÃO
6-2-2014, S. João da Madeira


Câmara de S. João da Madeira garante que piscina de Souto Moura estará paga em cinco anos


Após várias reuniões, PS viabiliza projecto que só será concretizado com fundos comunitários


A piscina projectada por Souto Moura para São João da Madeira vai afinal sair do papel, depois do processo ter sido analisado em várias reuniões de câmara. Na quarta-feira à noite, o PS absteve-se na votação, quando na semana passada tinha chumbado o lançamento da obra a concurso, justificando o voto com a ausência de informações e dados relativos à sustentabilidade do equipamento. A obra tem agora luz verde para avançar, no entanto, as máquinas só irão para o terreno se o investimento total de 4,5 milhões for comparticipado pelo menos a 80 por cento pelos fundos comunitários. De fora desses 4,5 milhões, estão 250 mil euros pagos pelo projecto de Souto Moura, o arquitecto que viria a ser seleccionado, entre 46 propostas, num concurso público internacional.

O presidente da câmara são-joanense, Ricardo Figueiredo (PSD), garante que o investimento do município, que deverá rondar os 1,2 milhões de euros, será recuperado, no pior dos cenários, em cinco anos “graças aos ganhos de eficiência energética e à ampliada capacidade de resposta por parte do público”. Mais do que comentar as críticas da oposição, o autarca prefere salientar as vantagens da nova estrutura: piscina para bebés, piscina de aprendizagem, pistas de 50 metros para treino, piscina de 25 metros que permite a realização de competições nacionais e internacionais, e ainda uma piscina lúdica e de reabilitação física com um jardim de Inverno. “Os são-joanenses podem estar muito orgulhosos do projecto das suas novas piscinas, uma obra assinada por Souto Moura, um dos mais prestigiados arquitectos mundiais, que desenhou umas piscinas para São João da Madeira que serão um novo paradigma neste tipo de equipamentos”, sublinha o autarca.

O projecto está, porém, numa corrida contra o tempo. Até final de Março, o processo para lançar a obra a concurso terá de estar concluído. “Esperamos que não seja demasiado tarde para se obter o necessário financiamento comunitário, uma vez que este foi um longo processo, que incluiu diversos adiamentos e quatro agendamentos para reunião de câmara. Mas o resultado da votação prova que prevaleceu o bom juízo”, comenta. O autarca recua ao passado para lembrar que, antes de se avançar com a ideia, foram realizados estudos técnicos e consultadas diversas entidades que indicaram que seria “mais vantajoso e mais barato o investimento na construção de novas piscinas do que proceder a uma intervenção das actualmente existentes”. E garante que a autarquia forneceu todos os elementos e informações adicionais que, em vários momentos, foram pedidos pelos vereadores.

Jorge Lima, do movimento independente SJM, foi o único a votar contra o projecto. Fê-lo por várias razões. “A fazer-se uma piscina, que se faça uma com 50 metros. Para uma piscina de 25 metros, o preço é caríssimo”, repara. Pelas suas contas, 2,5 milhões seriam suficientes para a obra em questão. Há pormenores que, em seu entender, não estão a ser contabilizados no processo. “Com a demolição da actual piscina, será necessário reestruturar o pavilhão Paulo Pinto, que fica junto, e não há orçamento nem projecto para isso”, revela. E o previsível aumento da tarifa a cobrar aos utentes da nova piscina, que garante ser de 30 por cento, foi mais um motivo para votar contra. Neste ponto, a câmara refere que uma eventual alteração do tarifário terá sempre de ser votada pelos vereadores. “Sendo certo que, se vier a verificar-se qualquer proposta nesse sentido, o respectivo valor será sempre inferior ao que se pratica na região, tal como acontece actualmente”.

Jorge Lima duvida, por outro lado, que a comparticipação comunitária seja a esperada pelos exemplos que tem analisado e que lhe demonstram que esse apoio não tem ultrapassado os 1,5 milhões em casos similares. “A ideia da piscina foi de Castro Almeida [ex-presidente da câmara são-joanense], pode ser que agora, como secretário de Estado, faça o frete”, remata.

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, ouvir o PS. O PS são-joanense agendou para sexta-feira uma conferência de imprensa sobre o assunto.

in, publico.pt



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